No meu fim
Se no meu fim estivesse o meu princípio, mas que
Fé é essa que te não faz feliz, como se o mundo
Permanecesse vestígio de luzes e metais de quem
Passa a toda a velocidade num caro que não conduz.
Há nenhum tempo
(e.e. cummings)
há nenhum tempo
há uma vida
caminhando no escuro
encontrei Cristo
Jesus) o meu coração
Saltou
E ficou quieto
Enquanto ele passava (tão
Perto como eu estou de ti
Sim mais perto
Feito de nada
Só de solidão
Blow Up
Tenho fotografias que provam
Que nunca exististe.
Código Civil
Raparigas abraçadas ao Código Civil,
Serve para alguma coisa,
O Código Civil, nunca imaginei,
Que bom ser Código Civil.
“Não sei se foi da hora, dos dias de isolamento, ou da maneira descontraída, mas citadina, do vestir, mas senti um frémito percorrer-me. Reparei no seu cabelo escuro e na pele de bronze (como dantes se dizia; no tempo em que se faziam estátuas com figuras humanas); na leve penugem que lhe cobria os braços; nestas coisas todas a dançar nas águas. E, vi, sobretudo o céu reflectir-se neste corpo novo. Romanticamente. Como se os anjos tivessem descido à terra, cobrindo de parras a sua nudez.
…
Á medida que os minutos iam passando, a sua pose foi ficando mais relaxada; as suas pernas cruzavam-se e descruzavam-se, a plumagem a agitar-se na morna brisa que, então, se levantara. Os calções largos e compridos a deixar entrever segredos meus. De que nunca me atrevera a suspeitar até aí."
A propósito de um artigo de Popkewitz, que não consigo localizar, com o título "Whose Heaven and Whose Redemption", uma reacção de Kristine Jess e outra de Tamara Bibby. São já de 2002, e foram apresentadas numa conferência internacional sobre Sociedade e Educação em Matemática.
... mas este blog está a precisar de levar uma volta!