ENVIESADO: v. masc. sing. de enviesar
enviesado
adj.,
torto;
oblíquo;
enesgado;
envesgado.
VIÉS:
do Fr. biais
s. m.,
direcção oblíqua;
esguelha;
soslaio;
tira de pano, cortada no sentido diagonal da peça.
loc. adv.,
ao —: de través, obliquamente.
ENVIESAR: v. tr.,
pôr ao viés ou obliquamente;
entortar;
enesgar;
v. int.,
dirigir mal;
v. refl.,
andar de viés, de ilharga;
fig.,
seguir má direcção.
(donde se conclui que o problema está na acção de enviesar...
de desviar do curso normal, corrente, pressuposto, calado, aquele que
nunca se define pois o que se define é sempre o viés.
vemos então que o problema está não na natureza enviesada,
nem no sujeito enviesado mas antes na acção de enviesamento.
A acção é também a palavra.)
i can be an asshole of the grandest kind
I can withhold like it's going out of style
I can be the moodiest baby and you've never met anyone
Who is as negative as I am sometimes
I am the wisest woman you've ever met
I am the kindest soul with whom you've connected
i have the bravest heart that you've ever seen and you've never met anyone
Who is as positive as I am sometimes
you see everything you see every part
you see all my light and you love my dark
you dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here
i blame everyone else & not my own partaking
my passive aggressive-ness can be devastating
I'm terrified and mistrusting and you've never met anyone
Who is as closed down as I am sometimes
you see everything you see every part
you see all my light and you love my dark
you dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here
What I resist persists and speaks louder than i know
What i resist you love no matter how low or high I go
I am the funniest woman that you've ever known
I am the dullest woman that you've ever known
I'm the most gorgeous woman that you've ever known and you've never met anyone
Who is as everything as I am sometimes
you see everything you see every part
you see all my light and you love my dark
you dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here
"No mundo dos homens, as coisas, os objectos, as acções e as atitudes valem mais pelos contextos, interacções que lhe dão sentido e validade, pelos significados que possuem, do que por si mesmos. Sendo assim, cada homem é o resultado de todos os outros homens e a educação é um processo lento, contínuo e muito complexo em que os sentidos implícitos em todas as situações se vão articulando e integrando num sentido mais geral, uma articulação de símbolos em ordem à construção de um mundo de relações psico-afectivas e imaginárias, de natureza culural, uma vez que são significativas dentro de uma cultura." (Amado & Boavida)
Perspectivas narrativas às quais alguns contrapõem:
"A asserção pós-moderna de que é relativamente ilegítimo assumir a existência de grandes narrativas de legitimação (...) leva à contradição, ao niilismo e ao oportunismo. Leva à contradição porque negar a existência de (grandes) narrativas acaba por ser a asserção de uma meta-narrativa, algo que se queria evitar a todo o custo. De outro modo, todo o apelo à desconstrução acaba por ser ele mesmo uma construção. Isto é, a 'ideia de que existe uma versão dos acontecimentos que é verdadeira, todas as outras sendo falsas, está em contradição com a asserção central do construcuionismo social de que não há nenhuma 'verdade' mas apenas construções múltiplas e relativas da realidade (Burr, 1995)" (Lourenço, 2002).
(ou o título de uma dissertação académica premente)
De como tudo o que nos ensinaram é mentira, sendo embora verdade e necessário agir como sendo verdade, sabendo ainda da impossibilidade da superação de eu ser eu e tu seres tu já que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa para clarificar o postulado da hologramaticidade de as coisas serem as coisas até porque eles tinham de nos dizer alguma coisa.
- Contributo exploratório.
dois sitios interessantes:
Assírio & Alvim e O Sitio dos Haikais para conhecer a poesia japonesa.
(fascina-me cada vez mais a palavra, o verso, o texto, o livro, a edição - até a mal-amada revisão)
Finalmente está pago!
Isto é mais do que eu ganho num mês...
"...vielas de alfama
ruas da lisboa antiga
não há fado que não diga
coisas do vosso passado
vielas de alfama
beijadas pelo luar
quem me dera lá morar
p'ra viver
junto do fado..."
Não chores
Cala o teu soluçar frenetico
Ninguém o vai ouvir
Cuidado no passo
Não tropeces, não tombes
Ninguém te vai amparar
Está frio
Não tremas
Não estendas a mão
O abraço de Ninguém te espera
Mas há o fruto
O fruto só que provaste
Toma-o
Retoma o pecado original
nenhum capital, nenhum secundário
que a Hora é de Verdade
Toma o fruto que te dou
é amargo
chupa o suco
que é fel
e trinca-o bem
que é tenro e aspero
mastiga e engole
esse fruto que te dou
deixa-o dentro de ti
sempre foi Teu
bebe
o leite negro
que desde Celan te espera
na beira do Sena
e assume o rosto no espelho
assume cada ruga e cada cicatriz
cada expressão que teu rosto traduz
e não te esqueças de olhar de frente,
nesta hora exacta,
o teu verdadeiro rosto
esse que Ninguém vê
não te esqueças de olhar dentro dos teus olhos
e ver o olhar que Ninguém vê
e de gritar o teu verdadeiro nome
esse que está intacto
esse que Ninguém te deu
- Podias ensinar-me a fazer arroz-doce, como aquele que tu fazes.
O teu é o melhor. É mais cremoso e saboroso que os outros.
- Ora, é tão fácil. Mas tens de dedicar o dia ao arroz-doce.
- O dia?
- Sim, é um doce requintado, exige atenção, é preciso que tomes todo o
cuidado e que o deixes em lume brando, a cozinhar lentamente,
para que o arroz e o leite se fundam no doce. É preciso dar-lhe tempo,
para que ele fique macio.
Se estiveres com pressa não vale a pena. Ficas com o doce estragado.
É preciso saber esperar. O arroz só fica pronto quando achar que o está.
Nos conventos as freiras dedicavam-se pacientemente aos doces.
- Por isso é que tinham aquelas barriguinhas.
- Se não souberes esperar, comes sempre finita verde.
Faz-te mal ao estômago. Mas também não deves come-la muito madura,
não a deixes passar do tempo.
ainda não
mas todas manhas
quando acordo
e me recuso
ao sonho
vejo um rosto
no espelho
e procuro
outro
que ainda não
talvez nunca
mas não este
que todas as manhas
retiro do espelho
e o visto
sem saber
o que fazer dele
talvez nunca
mas talvez ainda
um outro rosto
que não este
com que me condeno
mas talvez nunca
e seja sempre
esse rosto estrangeiro
que visto
todas as manhas
ainda
Agora mesmo,
este encontro tu e eu,
uma única vez através do tempo e do espaço.
Hôgen Yamahata, em "Folhas caem, um novo rebento"
Eu estou a falar de currículo mas não estou a falar de currículo.
Eu estou a falar.
"Ocorre que a verdade, extraída da pesquisa
pós-crítica, não tem condições de funcionar nessa posição,
porque a linguagem da teorização - usada para pesquisar
a verdade linguajeira de um currículo - não pretende, nem
diz tudo. Por causa desta característica da linguagem pós-crítica,
a verdade que resulta da pesquisa é sempre um semi-dizer,
uma verdade que não pode ser dita toda.
Há um impossível de dizer, na linguagem com que se pesquisa,
que a pesquisa encarna.
(...)
[A pesquisa pós-crítica] Exige também que, para ser
pesquisador/a, cada um/a opere na penumbra do que
não sabe direito o que é: na penumbra da eficácia
simbólica da linguagem. Que percorra os rizomas
das significações culturais, que o/a fertilizam,
para praticar a pesquisa educacional de forma
poética. Pesquisar-poetar: viver, em uma palavra.
Arriscar, assumir o risco da morte, que é estar viva/o.
E, assim, realizar a sua sina e situação de estar no mundo,
viva/o sem considerar-se um produto acabado."
(Sandra Corazza: O que quer um currículo?
Pesquisas pós-críticas em educação)
Tu aí!
a Irene apresenta a tese dia 15 de Junho, às 11h.
"Quem habita os alunos?
A Socialização das crianças africanas"
Bora lá?
Eu estou a falar de currículo mas não estou a falar de currículo.
Eu estou a falar.
"Ocorre que a verdade, exatraída da pesquisa
pós-crítica, não tem condições de funcionar nessa posição,
porque a linguagem da teorização - usada para pesquisar
a verdade linguajeira de um currículo - não pretende, nem
diz tudo. Por causa desta característica da linguagem pós-crítica,
a verdade que resulta da pesquisa é sempre um semi-dizer,
uma verdade que não pode ser dita toda.
Há um impossível de dizer, na linguagem com que se pesquisa,
que a pesquisa encarna.
(...)
[A pesquisa pós-crítica] Exige também que, para ser
pesquisador/a, cada um/a opere na penumbra do que
não sabe direito o que é: na penumbra da eficácia
simbólica da linguagem. Que percorra os rizomas
das significações culturais, que o/a fertilizam,
para praticar a pesquisa educacional de forma
poética. Pesquisar-poetar: viver, em uma palavra.
Arriscar, assumir o risco da morte, que é estar viva/o.
E, assim, realizar a sua sina e situação de estar no mundo,
viva/o sem considerar-se um produto acabado."
(Sandra Corazza: O que quer um currículo?
Pesquisas pós-críticas em educação)
[também em Hologramaticidades]