fevereiro 24, 2005

Poesia árabe

Quem me dera rasgar o coração com uma navalha,
encerrar-te lá dentro
e voltar a fechar o peito
para que dentro dele tu estivesses,
para que em mais nenhum tu habitasses,
até ao dia da ressurreição
e do juízo final.

Assim vivirias comigo enquanto eu existisse
e assim ficarias, entre as dobras do meu coração,
mesmo depois da minha morte,
rodeada pelas trevas do sepulcro.

(Ibu Hazm)

Publicado por medusa em fevereiro 24, 2005 12:23 PM
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