Quem me dera rasgar o coração com uma navalha,
encerrar-te lá dentro
e voltar a fechar o peito
para que dentro dele tu estivesses,
para que em mais nenhum tu habitasses,
até ao dia da ressurreição
e do juízo final.
Assim vivirias comigo enquanto eu existisse
e assim ficarias, entre as dobras do meu coração,
mesmo depois da minha morte,
rodeada pelas trevas do sepulcro.
(Ibu Hazm)
Publicado por medusa em fevereiro 24, 2005 12:23 PM