Guardava o rouxinol numa caixinha. Tudo o que queria era andar com o rouxinol empoleirado no dedo. Mas, se abrisse a caixinha, ah! certamente fugiria.
Então amorosamente cortou o dedo. E, através de uma mínima fresta, o enfiou na caixinha.
(Marina Colasanti, Um Espinho de Marfim e outras histórias)
Publicado por medusa em dezembro 17, 2004 12:09 PM