junho 28, 2004

ainda assim há quem veja que:

"No mundo dos homens, as coisas, os objectos, as acções e as atitudes valem mais pelos contextos, interacções que lhe dão sentido e validade, pelos significados que possuem, do que por si mesmos. Sendo assim, cada homem é o resultado de todos os outros homens e a educação é um processo lento, contínuo e muito complexo em que os sentidos implícitos em todas as situações se vão articulando e integrando num sentido mais geral, uma articulação de símbolos em ordem à construção de um mundo de relações psico-afectivas e imaginárias, de natureza culural, uma vez que são significativas dentro de uma cultura." (Amado & Boavida)

Perspectivas narrativas às quais alguns contrapõem:

"A asserção pós-moderna de que é relativamente ilegítimo assumir a existência de grandes narrativas de legitimação (...) leva à contradição, ao niilismo e ao oportunismo. Leva à contradição porque negar a existência de (grandes) narrativas acaba por ser a asserção de uma meta-narrativa, algo que se queria evitar a todo o custo. De outro modo, todo o apelo à desconstrução acaba por ser ele mesmo uma construção. Isto é, a 'ideia de que existe uma versão dos acontecimentos que é verdadeira, todas as outras sendo falsas, está em contradição com a asserção central do construcuionismo social de que não há nenhuma 'verdade' mas apenas construções múltiplas e relativas da realidade (Burr, 1995)" (Lourenço, 2002).

Publicado por medusa em junho 28, 2004 06:21 PM
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