julho 28, 2004

Amanhã

Sento-me na cadeira oblíqua à janela
Fecho as pernas
Deixo as mãos
Brancas longas
Sobre os joelhos
Sentindo a rugosidade da linha
Da saia que bordei
Em longas horas
Nesta mesma cadeira oblíqua à janela
Aberta para o sol branco

E espero
Espessamente espero.

Publicado por medusa em julho 28, 2004 06:47 PM
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