Eu estou a falar de currículo mas não estou a falar de currículo.
Eu estou a falar.
"Ocorre que a verdade, exatraída da pesquisa
pós-crítica, não tem condições de funcionar nessa posição,
porque a linguagem da teorização - usada para pesquisar
a verdade linguajeira de um currículo - não pretende, nem
diz tudo. Por causa desta característica da linguagem pós-crítica,
a verdade que resulta da pesquisa é sempre um semi-dizer,
uma verdade que não pode ser dita toda.
Há um impossível de dizer, na linguagem com que se pesquisa,
que a pesquisa encarna.
(...)
[A pesquisa pós-crítica] Exige também que, para ser
pesquisador/a, cada um/a opere na penumbra do que
não sabe direito o que é: na penumbra da eficácia
simbólica da linguagem. Que percorra os rizomas
das significações culturais, que o/a fertilizam,
para praticar a pesquisa educacional de forma
poética. Pesquisar-poetar: viver, em uma palavra.
Arriscar, assumir o risco da morte, que é estar viva/o.
E, assim, realizar a sua sina e situação de estar no mundo,
viva/o sem considerar-se um produto acabado."
(Sandra Corazza: O que quer um currículo?
Pesquisas pós-críticas em educação)
[também em Hologramaticidades]
Publicado por medusa em junho 1, 2004 02:49 PMAi curricules, curricules...
Quando escreves um dos teus poemas fantásticos medusa?
Bjos