A 4.ª Carta:
"... Bem vejo que te amo como uma louca.
No entanto, não me queixo de toda a violência
dos arrebatamentos do meu coração;
e vou-me acostumando às suas perseguições e não
poderia viver sem esse prazer que decsubro e que gozo
amando-te no meio de mil dores ...
... Sim, sinto escrúpulos se não te dou todos os momentos
da minha vida... "
A 5.ª Carta:
"... Só conheci bem o excesso do meu amor
quando quis fazer todos os esforços para me curar dele,
e receio que não tivesse ousado aventurar-me a essa
empresa se tivesse podido prover-lhe todas as dificuldades
e violências. Estou convencida de que teria experimentado sensações
menos desagradáveis amando-o, ingrato, embora, como é, do que
deixando-o para sempre. Tive então a prova de que lhe quero menos
do que à minha paixão, e suportei dores indescritíveis em a combater,
depois que a infâmia da sua maneira de proceder o tornaram odioso
aos meus olhos ..."
(Soror Mariana Alcoforado, diz-se)
Publicado por medusa em maio 28, 2004 02:06 PM