Narciso procurando-se no lago
Eco na montanha tentando ser ouvida
Ele enlevado, elevado
Ela dispersa, desesperada
Narciso, vê-te de novo
Emociona-te perante a beleza tua
insensível, na água
muda que não te responde
Eco repete-te de novo
Mantém o hábito no ouvido vizinho
Desatento
Á voz do silêncio
porque desrazão procuras tu narciso?
porque insensatez te não bastas a ti mesma
e te vais repetindo
irrazoavelmente
narciso desprezado de si
eco já de si esquecida
ou então
ambos ocupados em sua paixão fechada
esquecendo-se um do outro