março 04, 2004

Ana Viana III

Não tenhas medo de sair de ti esse jorro de água fresca
nem tenhas medo desse turbilhão dentro das entranhas
nem do sabor a sangue na boca quando por ela te suplantas

Não tenhas medo de diluíres em ti os génios que digeres e que defecas

nem tenhas medo de ser oráculo de um deus que desconheces
nem de ser nascente de um rio que não controlas

Sê tu, gruta que suporta o peso da montanha
e que escava dentro de si o seu mistério
quardando os seus sons no teu silêncio
devolvendo-os transformados
na tua água


[por dentro das palavras... o tempo]

Publicado por medusa em março 4, 2004 02:10 PM
Comentários

Adoro Ana Viana!!!!!

PArabens pela escolha do poema!!!

Afixado por: Kacau em setembro 9, 2004 05:42 PM