Não tenhas medo de sair de ti esse jorro de água fresca
nem tenhas medo desse turbilhão dentro das entranhas
nem do sabor a sangue na boca quando por ela te suplantas
Não tenhas medo de diluíres em ti os génios que digeres e que defecas
nem tenhas medo de ser oráculo de um deus que desconheces
nem de ser nascente de um rio que não controlas
Sê tu, gruta que suporta o peso da montanha
e que escava dentro de si o seu mistério
quardando os seus sons no teu silêncio
devolvendo-os transformados
na tua água
[por dentro das palavras... o tempo]
Adoro Ana Viana!!!!!
PArabens pela escolha do poema!!!
Afixado por: Kacau em setembro 9, 2004 05:42 PM