se eu soubesse alinhar os caminhos em que te moves
e apagar os muros que enfrentas
soltar-te dessas teias que te embaraçaram
ou soprar as neblinas que encontras
dar-te novos sapatos para a caminhada
e tornar amena a paisagem
com linhas breves e suaves
e cores ingénuas
rodear-te de flores e aromas frescos
e colocar ainda no teu caminho muitas surpresas
e um grande sofá de algodão branco
ou uma nuvem para repousares
e te esticares
e depois era só desenhar um grande espelho
para reflectir a tua luz
e assim terias sempre dias radiantes