chorámos horas vãs
e o teu rosto é hoje esponja a absorver o meu sangue
não soubemos
beber a lágrima
que é doce
nem
limpar a ferida
com as mãos
que são ásperas
fomos mais exigentes
não nos quisemos fracos
e juntos nos desfiámos
juntos descemos
juntos nos puxámos
para baixo de nós
um a sobrepor-se ao outro
um a cumprir a missão
de aliviar dores do outro
em águas espessas
onde não sabemos respirar