junho 14, 2003

Deambular

Deambulava a minha alma pelo teu sangue
Veludo
Velando pela tua matéria
Vigiando de longe uma chama etérea, a tua.


Que feitiço se aninhou nos meus olhos? Que poção tua inunda o meu corpo e de ti me deturpa a gnose?

Essa minha alma errante…
De mim apartada, a mim não torna.
E a sua embriaguez deixa-me assim
derivante, derivando da tua luz, meu centro.
E sou reflexo teu
Espelho-te
Espalho-te
Difundo-te
Longe, mais longe ainda, distante, longínquo, remoto…
Intangível o meu reflexo de ti
E com ele a minha alma flutuante.
E dele a minha alma ondulante.

Que manhã de neblina estendi no meu horizonte? Que encadeamento me projecta na escuridão?

Publicado por medusa em junho 14, 2003 04:53 PM
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